PARQUE NACIONAL DA SERRA DO CATIMBAU

7 06 2010


VALE DO CATIMBAU
o que falar desse lugar único fica realmente difícil descrever e principalmente depois de ouvir de alguns dos que participaram da 3ª CICLO EXPEDIÇÃO E TREKKING ECOLÓGICO AO VALE DO CATIMBAU, que ainda estavam anestesiados com o Catimbau.

O local que infelizmente é pouco conhecido entre os próprios pernambucanos é o segundo sítio arqueológico do Brasil perdendo o titulo para a Serra da Capivara no Piauí.

Tivemos dois dias de aventuras no vale, no primeiro de bike fomos de Van até a casa do artesão José Bezerra que faz escultura com raízes e tronco de arvores, lá a van ficou e saímos em direção a Igrejinha uma pedra esculpida pelo vento e água e com um grande buraco no meio em formato de um olho na perpendicular. Ao chegar à pedra a maioria dos participantes não se conteve e escalou até o topo, lá de cima uma visão marcante do vale onde dava pra ver ao longe a cidade de Arco Verde. Depois de muitas fotos escalando, entre fendas e alguns que ficaram em reflexão, iniciamos nossa volta até a casa de outro artesão Luiz de Benicio que também faz escultura em madeira mais num estilo diferente e mais esmerado.

Logo em seguida a parada, entramos numa trilha no meio da Caatinga em direção a localidade de Serrinha que fica próximo à beira do chapadão onde havia uma casa de farinha que nós visitamos para conhecer na companhia do morador local que gentilmente nos mostrou o local. Do local também tínhamos a vista no vale abaixo o morro do Chapéu e da Andorinha. Continuamos mais um pouco até encontrar um single bem fechado até chegarmos a um lajeio enorme onde deixamos as bikes e caminhamos até a beira do precipício de uns 200 metros de altura, alguns como o Ricardo veio reclamando por conta dos espinhos da vegetação dizendo que se não valesse a pena o local ele ia matar o guia, ou seja, eu! Mais ao chegar à pedra que ficava na beira do Cânion ele e os outros ficaram extasiados a beleza do lugar. Demoramos um pouco para poder sair dali alguns queriam ficar mais tempo.

Voltamos para as bikes e seguimos por estradinha com um pouco de areia até encontramos a estrada de cascalho que nos levaria de volta ao local onde ficou a van. Hora do lanche, salada de fruta, água e continuar o nosso caminho para a vila do Catimbau que ficava a dez quilômetros dali e com 9 km de descida, uma maravilha para a maioria que queria um pouco de adrenalina, ao chegar à vila tava tudo com olhar eufórico, tinham acabado de tomar um remédio contra o tédio.

Final de trilha e agora almoço na Pousada de dona Zefinha com comida caseira de primeira qualidade, teve gente que voltou até Buíque elogiando o tempero.





1ª CICLO TRILHA DE TAMANDARÉ À S. J. DA COROA GRANDE

8 02 2010

 

 A realização da 1ª CICLO TRILHA DE TAMANDARÉ À S. J. DA COROA GRANDE, foi um sucesso, os 19 aventureiros aproveitaram ao máximo a beleza daquele lugar incrível.

 A pontualidade do grupo nos proporcionou fazer a trilha dentro do tempo previsto, o que foi de extrema importância com relação ao horário da maré em dois pontos do percurso, parabéns a todos os participantes.

Os aventureiros viveram momentos de contemplação em diversos locais da trilha, como a chegada à praia do Porto por cima da pedra a beira mar de onde se tem a  visão da Ilha de Pedra, na descida que dá acesso ao cume da pedra do Ouriço de onde se tem a maravilhosa vista do estuário do Rio Una com suas ilhas, manguezal, praia do Paraíso do Una e a praia do Gravatá. O retorno a praia do Porto por cima da pedra do Cavalo, que na sua base se encontra com o Maceió onde os barcos nos aguardavam para fazer um delicioso passeio entre o manguezal até encontramos o rio Una, que a partir desse ponto, segue paralelo ao mar, de onde vinha uma brisa fresca para aliviar o calor, foi a hora de relaxar e contemplar. 

Um grupo animado e divertido uns muito aguerridos para enfrentar as dificuldades do percurso e outros que apesar da pouca experiência em trilha, chegaram ao final, juntos com tranqüilidade, depois de aproveitar esse lugar incrível e ainda preservado no litoral sul de Pernambuco.

Valeu a aventura e até a próxima aonde a NÔMADE AVENTURAS vai levar você a novas fronteiras, afinal a aventura é NÔMADE!

Por:

Fernando Dornelas Paes

           

            

           

           

           

           

           

           

REALIZAÇÃO:

FOTOS DA TRILHA: 

http://picasaweb.google.com/nomadeaventuras/1CILCOTRILHADETAMADASJDACGRANDESELECAO?feat=directlink

FOTOS DOS PARTICIPANTES:

http://picasaweb.google.com/nomadeaventuras/PARTICIPANTESTAMANDARESJDACOROAGRANDE?feat=directlink





S.O.S HAITI – CICLISTA SOLIDÁRIO

20 01 2010

A Nômade Aventuras, através do seu representante, Fernando Dornelas Paes vem a todos, agradecer a colaboração e a união dos grupos de ciclitas do Recife que juntos a nós, realizaram no domingo 31/01/2010 o passeio S.O.S HAITI, CICLÍSTA SOLIDÁRIO. Onde conseguimos angariar doações de alimentos não perecíveis para as vitimas do terremoto que devastou aquele país.

Foi um evento muito importante, onde todos nós que temos a segurança de nossos lares, como: trabalho, alimentação, educação e seguraça financeira, dentre outros benefícios para nossas famílias, não nos comportamos com indiferença as dificuldades de um povo já pobre e que se abate mais ainda com uma tragédia de tamanha proporção.

Desta forma agarecemos a colaboração de todos os grupos presentes ao evento:

Venture Bikers, Corujaqueira, APS, Ciclo Adventure, Bigode, Pedal Clube, Maré Bikers, Rota da Natureza, Confraria do Pedal, Pedal Leve, Besouros Bikers, Tropa de Elite, dentre outros.                                             

  

  

  

  

  

REALIZAÇÃO:





NÔMADE E VENTURE BIKERS EXPLORANDO UMA NOVA TRILHA: TAMANDARÉ – PRAIA DO PORTO

27 12 2009

 

Há bastante tempo vinha paquerando essa trilha pelo Google Earth, e como estou com pouco tempo para pedalar, estava louco prá fazer trilha e como nesse mesmo dia sábado 05/12/2009 seria a confraternização do Venture, só que a noite, achei, que dava pra chamar alguns poucos malucos por aventura e explorar uma nova trilha completamente desconhecida nunca antes pedalada por nós.

 Encontramo-nos eu, Sérgio Lopes, Sérgio Falcone, Geyse, Catariana e Cláudio e seguimos para Tamandaré, chegando lá, ao começar a arrumação das bikes e de nós, percebi ter esquecido a bolsa que levo de cintura e as meias. Fui a uma loja perto e comprei meias e coloquei um Camelbak que tinha, mais sem ferramentas, alimentos, lanterna, dentre outras coisas que costumo levar.

Em virtude do atraso, por conta do esquecimento, iniciamos nossa aventura às 10h42min. Ao sair, tentei um caminho por terra até o local onde realmente se iniciava a trilha já fora da área urbana de Tamandaré, mais só conseguimos chegar por terra até a parte de traz do Forte de Santo Inácio de Loyola e logo após, retornamos ao calçamento.     

Começamos a sair da área urbana e logo encontramos a primeira ponte rústica de troncos de madeira. No inicio uma estradinha sinuosa e com algumas elevações e descidas onde geralmente havia areia fofa, que aos pouco e com a temperatura mais alta, nos mostrava o nível de dificuldade até então, desconhecido por nós.

Quando paramos um pouco para aguardar Geyse e Falcone, o Cláudio nos mostrou a posição correta para se observar se o quadro da sua bike esta com empeno ou não, pra mim, parecia um jogador de futebol americano em posição de ataque ou ele estava querendo é fazer outra coisa!

Continuamos passando por coqueiral e mata até chegarmos à última ponte de troncos que dava acesso a praia. Ao chegar à beira mar, a recompensa de todas as dificuldades encontradas até ali, uma vista maravilhosa da praia do Porto com mar calmo verde-azulado e ao sul no final da praia a ilha da Pedra com o seu coqueiro solitário no centro, simplesmente maravilhosa a visão. Todos ficaram parados apreciando a vista e a tirar fotografias.

Seguimos pedalando pela praia até chegar à ilha, que na maré baixa, se chega pedalando, e novamente ao chegar lá, mais fotografias e observar os golfinhos que circundavam o local, teve até bicho Catarina preguiça, que escalou o coqueiro, pondo em risco de derrubar a palmeira, mais tudo bem ela desceu e o coqueiro respirou aliviado!!! Kkk!!!

Continuamos pela praia até um morro que adentra o mar, desviamos por traz e do outro lado havia um pequeno lago formado com as águas que vinham do Rio Una por um pequeno igarapé. A partir desse local, teríamos que deixar a praia e entrar na mata que vai margeando o mangue até o ponto onde encontramos a entrada que por mais uma ponte de troncos nos dava acesso ao outro lado do mangue, só que logo de cara, uma ladeira de uns 50 metros que parecia um paredão, íngreme e cheio de erosões e pedras, só eu e Falcone conseguimos subir pedalando, com muito esforço, ao seu final estávamos em cima de uma enorme pedra que ficava ao lado do pequeno lago, local que nos dava ótima vista da praia e do lago.

 Continuamos até o local onde fui procurar andando outra passagem que deveria cruzar outro mangue até encontrarmos um conjunto de casas que vi pelo TIO GUGU “Google Earth”, depois de encontrar outro caminho muito travado, voltei para o grupo e ao chegar, pareciam estar falando em código, só diziam X1, X2 pra lá e pra cá, e não paravam de rir!!!

Tudo bem, sem entender nada, decidimos seguir em frente e contornar o mangue até encontrarmos as casas, local onde talvez tivesse algum boteco pra beber algo e descansar um pouco. Quando chegamos ao local, era uma fazenda com cara de abandono, com telhados caídos e só uma casa com moradores, nada de Boteco.

Continuamos e mais uma vez, outra travessia de mangue e a seguir, uma estrada onde encontramos o maior desafio uma subida com 550 metros e um desnível de 70 metros, dessa vez não consegui subir, mais Claudio, Catarina e Sergio Lopes e Geyse, conseguiram. Ao final da subida, uma enorme mansão no meio da mata, com uma enorme varanda em arcos e toda de vidraças na enorme sala que dava pra ver estava sem moveis, completamente vazia e abandonada. Falcone seguiu na frente e foi ver se havia um local para tomar um banho e nos refrescar do calor, e nos passou pelo rádio que encontrou um chuveirão, fomos todos para lá, mais no chuveirão, nada de água, até que alguém viu uma grande torneira no teto, seguramos a bike de Falcone, ele subiu no quadro e que alegria, parecia uma cachoeira de tanta água e gelada, a festa foi geral!

Como até ali, não tínhamos encontrado nenhum local de apoio, como boteco, bar ou coisa parecida, perguntei ao caseiro da mansão se havia algum bar por perto, ele nos informou que havia um na praia do Porto, como nós passamos pela beira mar, na nossa vinda, não deu pra ver nada, como nosso roteiro previsto na volta era pela mata e não pela praia, íamos tentar encontrar o bar. Depois do banho fizemos um lanche e seguimos.

Começamos descendo um single track até uma bifurcação onde seguimos à direita onde encontramos o início da enorme pedra por onde deveríamos descer até a mata na margem do rio Una. Ao chegarmos à cima da enorme pedra, mais uma vez paramos para tirar várias fotografias, do Rio Una, da praia do Porto e Gravatá e o encontro do rio com o mar, indescritível!

 Desci caminhando pela pedra para ver por onde dava pra passar com as bikes e saber se havia como pegar a estrada abaixo da pedra na mata as margens do rio. Quando já estava perto da mata procurando um local que desse pra passar, me assusto com o Claudio descendo de bike atrás de mim. Como não encontrei saída da pedra para a mata, pedi ao Cláudio que fosse de bike até as outras pedras ao lado para tentar encontrar a saída e subi pra pegar minha bike e pelo radio me comunicava com ele pra saber se havia encontrado algo, como não encontrou, retornou ao nosso encontro. Decidimos retornar até onde o single que fazia a bifurcação e seguir pela esquerda, começamos a descer, novamente por uma trilha coberta e erodida até chegar a outra enorme pedra com uns 100 metros de comprimento por 50 de largura, seguimos um pouco por cima dela até que vi uma entrada na mata, paramos e entrei para ver se chegava até a estrada, e deu certo, passei o rádio para o grupo avisando para entrarem na mata.

Daí em diante foi mangue, coqueiral, mata, single track e estradinha, até começar a ouvir os delírios dos esfomeados, o Cláudio sonhado com uma pizza e do outro lado o Sérgio Lopes sonhando com uma picanha, um pouco mais a frente, num coqueiro a beira da estrada eu achei que estava tendo uma visão que não era verdadeira, uma placa pequena com o nome grande “BAR” foi uma verdadeira festa com muita gritaria!!!

Ao chegar ao local do bar, em local plano e bastante ventilado, sombreado por vários cajueiros, onde estavam as mesas e um gostoso chuveiro encostado no pé de Caju. Ao sentamos e dar uma olhada no cardápio, o sonho e desejo do nosso amigo Sérgio foi atendido, “PICANHA”. Iniciamos pelo caldinho de feijão, e ao som do PINK FLOYD, que tocava o no bar, pedimos o nosso almoço, já eram cinco da tarde. Os pratos são muito bem servidos, só pedimos petisco, entre peixe e picanha ainda sobrou comida. Esse local era realmente o que faltava para completar essa trilha até aqui, irretocável. Deu trabalho pra sairmos de lá!

Começou a escurecer quando nos aprontávamos para sair, não podíamos seguir pela praia, a maré já estava alta, e no nosso roteiro pré-determinado, tínhamos que seguir por um single na mata que contornava o último morro que fica próximo a ilha da Pedra. Nessa hora com cuidado e atenção, seguimos pela mata com o Cláudio na frente com uma lanterna na mão e na parte de traz, só Geyse tinha farol. Seguimos lentos por um single sinuoso e com algumas leves subidas mais com dois downhill radicais, adrenalina noturna!!!

Chegamos a um descampado com coqueiros e seguimos paralelo ao mar até chegamos a estrada por onde tínhamos vindo para a praia do Porto. Desse ponto em diante, a lanterna de Cláudio que tinha trinta minutos de garantia de funcionamento, apagou, mais mesmo assim, chegamos ao final de nossa trilha sem nenhum problema.

Finalmente, às 19h25min chegamos à praça perto da praia onde deixamos nossos carros. Trilha testada e aprovada por todos!!!

To doido pra fazer de novo com o restante da galera, aos que foram Falcone, Geyse, Sérgio Lopes, Catarina e Cláudio, valeu mesmo, vocês são aventureiros de primeira linha!!!

 

DADOS TECNICOS:

Velocidade Máxima 39,6 Km/h

Velocidade Média – 8,8 Km/h

Velocidade Média Geral – 3,1 Km/h

Quilometragem – 28,5 Km

Tempo em deslocamento – 3h13min

Tempo parado – 5h59min

Tempo Total – 9h12min

POR:

Fernando Dornelas “NÔMADE AVENTURAS”

 

REALIZAÇÃO





Nova Agenda 2010

14 12 2009

Pessoal, em breve, a NOMADE AVENTURAS estará divulgando a nova agenda para 2010, AGUARDEM!

Teremos muitas novidades entre trilhas, viagens e muita diversão…

Fernando Dornelas





2ª CICLO-EXPEDIÇÃO ECOLOGICA AO VALE DO CATIMBAU

10 06 2009

 

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Nos dias 7 e 8 deste mês, a NÔMADE AVENTURAS foi novamente ao Parque Nacional do Vale do catimbau para fazer duas trilhas, uma de bike e outra a pé, reunindo um grupo muito legal, divertido e consciente.

A nossa idéia é a de que em breve teremos viagens assim todos os meses, compartilhando nossa experiência e conhecimento com todos aqueles que sabe valorizar a natureza em toda a sua plenitude.

Logo teremos aqui uma resenha completa dessa aventura maravilhosa.

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Valeu galera!!

Uma realização da

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Expedição – Praia do Peba-AL – Aracajú-SE

4 03 2009

Por Fernando Dornelas

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É carnaval! E vejo a maioria dos amigos que pedalam, desde a semana anterior, se organizando em blocos com fantasia. Nós da NOMADE tínhamos um roteiro de viagem que foi inicialmente explorado de carro, mas ainda, precisava ser feito e testado de bike, para serem sentidas de forma mais real, as dificuldades do percurso e poder, baseado nisso, fazer o planejamento para futuras viagens em grupo por esse litoral, virgem e intocado até hoje, por construções, esgoto, transito, barulho enfim da poluição causada pelo homem. No intuito, de aproveitar o feriado de carnaval e fazer essa exploração, comecei a divulgar entre os amigos na tentativa de conseguir mais quatro aventureiros que topassem trocar o carnaval, por três dias de pedaladas entre praia, rio e morros entre Peba em Alagoas a Aracajú em Sergipe. Apesar de achar que não encontraria pessoas interessadas, consegui até mais do que o número de vagas no carro, que era de mais quatro participantes.

Formado o grupo de participantes, vi que pela primeira vez em uma aventura como essa, o lado feminino prevalecia com três participantes, a Mônica, Geise e Catarina. Contra eu e Sérgio Falcone do sexo frágil masculino! Nossa saída de Recife foi um pouco conturbada com alguns problemas que teimavam em atrapalhar a saída do grupo o que ocasionou muita demora e a chegada à pousada no local de saída, muito tarde. Dormimos, e acordamos com pouco tempo para tomar café da manhã e arrumar as coisas nas bikes e no carro, o qual ficaria naquele local, isso tudo antes do horário da maré baixa que seria às 8h19min. Não deu pra sair no horário correto, só às 9h48min que conseguimos, e ainda tive que entrar na vila para ligar de um orelhão já que depois de tentar muito pelo celular e não conseguir telefonar para Genaro, o barqueiro que esperaria na foz do rio São Francisco para nos levar para o outro lado do rio ao vilarejo de Saramém.

1º DIA

Finalmente, depois de telefonar, saímos e iniciamos uma aventura que com certeza, nos deixaria maravilhados com as belezas daquele litoral. Praia larga e plana, toda nossa, deserta. Seguimos tranqüilos, de triste no caminho, só a visão de uma tartaruga morta na areia da praia, contrastando com a beleza do local. Seguimos até rodar 14Km, a partir daí, não dava mais para pedalar, a maré começou a subir e só dava pra ir andado e empurrando a bike. Com a areia fofa, eu sentia dificuldade em seguir sem parar de vez em quando, mas, as duas mocinhas que iam à frente, Mônica e Catarina, pareciam nunca se cansar, não paravam de andar, colocando uma distancia de nós que não dava mais para vê-las de tão pequenas que ficaram. Fiquei curioso com a disposição das duas, será que é a dieta que as duas estavam fazendo, serviu para que modificasse a musculatura delas?

Andamos 6Km até chegar bem perto da foz do rio, lá estavam as duas, deitadas na areia e encostadas num tronco, jogado a beira mar. Paramos todos, para descansar um pouco. Fiquei pensando em relação ao barqueiro que tinha combinado para nos encontrar na margem alagoana do rio às 12h, provavelmente ele foi embora, já que eram quase 15h. Mas como é carnaval, deve haver turistas vindo de barco para visitar a foz do rio, foi quando vimos lá longe, turistas que vinha das dunas ao lado do rio em direção a praia. Foi o sinal para nós que haviam barcos no rio, lá do outro lado das dunas. Seguimos em direção as dunas, ao subir nelas, uma incrível visão do rio no encontro com o mar, cercado de um lado por dunas amareladas e do outro, por extensos coqueirais e manguezais, lá no meio do rio, solitário dava pra ver o antigo farol da vila do Cabeço que foi destruída pela luta do rio com o mar e tomando de volta o lugar habitado do vilarejo. É à força da natureza que o homem teima em desrespeitar!

Ao chegarmos à beira do rio, havia só uma canoa com algumas pessoas, fui falar com o dono do barco para ver se ele nos levava ao outro lado do rio, negociação feita, e acertada, mas havia um problema, aquele barco era de pesca e não tinha a autorização da capitania dos portos, para transportar pessoas, e a lancha da guarda costeira, estava ali parada a uns 100 metros de nós, fiscalizando todos os barcos que ali paravam. Decidimos esperar para ver se eles iam embora e entramos no rio para um refrescante e prazeroso banho. Passados uma hora e meia, e nada dos homens irem embora, já havia chegado mais três barcos de passageiros, e eles foram vistoriar o maior deles. Nós decidimos tentar com outro barco de passageiros que estava próximo onde nós estávamos. Sérgio foi conversar com o condutor mais infelizmente, ele não tinha o número de salva vidas adequado para todos. Tentei então o barco grande onde eles estavam fazendo a vistoria, mais o barqueiro foi um pouco grosso, dizendo que estava fora da rota dele. Só restava um único barco lá longe, Falcone foi ate lá e consegui o que ele nos levasse, foi quando a guarda chegou para, vistoriá-lo. Esperamos mais um pouco e finalmente com o sol do entardecer brilhando nas águas do rio, nós embarcamos e seguimos finalmente para o outro lado do rio.

Chegamos do outro lado às 17h, sugeri parar em Saramém para almoçar, mais Mônica, movida até ali com a energia misteriosa da dieta, disse não vamos continuar sem parar, para chegar mais cedo. Decidimos parar e procuramos onde comer, um homem informou-nos a casa de dona Amalha, só que ao chegar a sua casa, ela estava saindo e não tinha nada para nos servir, estava fugindo do carnaval da vila. Fomos então a uma padaria próxima e o nosso almoço foi pão, queijo e mortadela. Decidi passar na casa do barqueiro Genaro, que tinha acertado para nos buscar do outro lado do rio às 12h, para lhe pedir desculpas e justificar pelo atraso de 3h, que o fez esperar por nós até desistir e ir embora.

Saímos de Saramém, já começava a escurecer e lá fui eu na frente quando de repente passa por mim a todo vapor a vitaminada da dieta! Mônica. Só que dessa vez, não era a vitamina, eram por conta das PICADAS, MILHARES DE PICADAS!!! As muriçocas estavam fazendo a festa com sangue novo na área. Foi muito engraçado, o alforje de Mônica encostava-se ao pneu e fazia um som parecido com uma abelha, quanto mais ela era PICADA, mais acelerava e eu atrás gritando para ela diminuir a velocidade para esperar Geise e Falcone, mais não adiantava, ela não diminuía!

Continuamos por estrada de terra entre vilarejos de pescadores até rodarmos uns 20km, paramos em um bar para nos hidratar e descasar um pouco. O grupo já começa a sentir o peso dos 40Km rodados até ali, e as nossas vitaminadas Mônica Bolinha e Catarina Pochete, tiveram as suas forças sugadas, pelas milhares de picadas que tomaram. Nessa hora, assume a dianteira ao meu lado, Geise Compacta, a última representante a defender o lado feminino já um pouco avariado.

A informação que nós tínhamos era de que até a pousada, teríamos que percorrer 26km, já havíamos rodado mais que isso e nada de chegar, segui na frente só, rodei até encontrar um poço de petróleo e parei para esperar o grupo mais eles não chegavam, a Mônica estava bastante cansada e seguia muito lenta. Decidi seguir até a pousada e como sabia que eles tinham uma caminhonete, pedir pra fazer o resgate de nossa amiga. Ao chegar à pousada, fui prontamente atendido. Resgate efetuado, todos na pousada, às 21h chegamos ao final do primeiro dia de nossa aventura com todos bem apesar de visivelmente cansados, depois de 55Km de muita areia, maré cheia, rio, estrada de terra, picada de mosquito, sol e de um visual Incrível! Tomamos banho de piscina, lavamos as roupas, jantamos e fomos dormir.

2º DIA

Acordamos, tomamos café, agradecemos a dona da pousada pela excelente acolhida e presteza, tiramos fotos e começaram as comparações com as bagagens arrumadas em cada bike, a mais bonita e a arrumada era a de Mônica Bolinha, a e maior e mais extravagante, era a de Catarina que foi apelidada de Pochete, a minha e a de Falcone, eram as utilitárias, que além das bolsas, levavam também as barracas de camping, e a de Geise que era a mais compacta.

Seguindo informação da dona da pousada, para chegar à praia, deveríamos ir por estrada de cascalho entre as dunas até dois poços de petróleo, depois do segundo poço, deveríamos seguir por um single track até a praia. Segundo ela, rodaríamos 2Km. Fomos nós pelo caminho, logo no início, pequenos lagos envolto por dunas e coqueiros, muito bonito, depois de uma porteira, uma subida e logo começávamos a descer uma duna onde um vento muito forte, lateral, parecia tentar tirar as bikes debaixo de nós, inclinando-as para o lado, tal a força com que o vento vinha. Conseguimos passar sem nenhuma queda e chegamos ao single, com vegetação rasteira sobre a areia, ziguezagueando até chegarmos à praia, depois de rodar 4,85Km, onde encontramos uma pequena varanda de palha e troncos onde paramos, e nos abrigamos da chuva de que começava. Geise com frio pegou um saco de lixo azul e se embalou a vácuo, aguardamos a chuva parar e observamos a praia, a maré já começara a subir e isso me deixou apreensivo, não queria como no dia anterior, começar a pedalar pela praia e talvez não conseguir chegar ao ponto que sairíamos da praia a uns 20km dali. Decidimos voltar à estrada de cascalho e seguir por ela até Lagoa Redonda, nosso destino.

Ao chegar de volta a estrada, já havíamos rodado quase 9Km, seguimos até para em um bar para nos hidratar e comer alguma coisa, já era meio dia, o dono do bar nos ofertou um caldinho de camarão que estava uma delicia e na hora do pagamento, ele nos deu como cortesia.

Continuamos no cascalho, para a nossa sorte, o clima estava perfeito, nublado e com a temperatura amena, facilitando a pedalada. Um pouco mais a frente, a primeira e única grande subida de nossa viagem, longa e sinuosa, mais que nos deu uma belíssima vista da região cheia de pequenas lagoas dunas e o mar. Pedalamos algum tempo por um planalto até o entroncamento onde pegamos uma longa descida a toda velocidade para ao seu final, contornarmos uma lagoa e pouco depois, chegamos ao Paraíso Lagoa Redonda, camping e pousada onde iríamos ficar. Ao parar, fiquei esperando os componentes do grupo passar e gritava para avisar da entrada do local, mais Geise, passou lotada, subiu uma ladeira íngreme logo após a entrada e seguiu, e subiu mais duas ladeiras logo depois, lá fui eu atrás gritando o seu nome e subindo as ladeiras até que ela me escutou e voltou.

Final de mais um dia, e dessa vez, rodando menos que o previsto que era de 35Km e foram 30Km até ali. Como no dia anterior, nós não acampamos, conseguimos alojamento em apartamento, um pouco improvisado mais deu pro gasto.

3º DIA

Segunda-feira, acordamos cedo, tomamos café e às 9h estávamos saindo para o último dia, e com maior quilometragem prevista para aproximadamente, 60Km, não podíamos de forma alguma perder o horário da maré, em virtude de pela praia, ser um caminho bem mais curto, mais tranqüilo em relação às longas subidas do outro caminho e muito mais prazerosa com suas belezas naturais.

Saímos da pousada, passamos pela vila de Lagoa Redonda e seguimos em direção à praia. Pouco depois da vila, fui perseguido por um enorme carneiro que depois de ser ultrapassado por mim na estrada, veio correndo e dando marradas com a cabeça tentando me atingir, eu escapei, por pouco. Logo depois, cruzamos um riacho e chegamos à praia.

Na praia, a maré estava bastante baixa o que dava uma largura de uns cem metros, nos dando a certeza de seguir sem problemas até Pirambú. Estávamos agora na Reserva Biológica de Santa Isabel de proteção à postura da tartaruga marinha. Durante, quase todo o percurso de onze quilômetros, víamos centenas de canos enfiados na areia com um número, acreditamos ser de marcação de ninhos de Tartaruga.

Pirambú onde sairíamos da praia e começaríamos nos despedir da maravilhosa oportunidade que tivemos até ali de por pouco mais de dois dias vivenciar a natureza de uma forma tão intima e gostosa, ficando a vontade com a praia o rio o vento forte ao descer a duna em velocidade e gritando de alegria e emoção, sentir as gotas da chuva fria no rosto ao vento, ouvir um bando de pássaros voando ao seu redor e reclamando com aqueles cinco intrusos que chegaram a seu habitat. Ver a areia fina passar a seus pés, levada pelo vento e fazer desenhos parecendo dançar sobre o solo da praia. De ver uma boiada passar tranqüilamente a beira mar perto das ondas. De ser perseguido por um carneiro por passar por ele sem permissão. Do Urubu voando em volta de Catarina que mais parecia um Peru rodando na praia. Bem só realmente quem foi e viveu essa experiência, é que pôde sentir e saber o que é ter um contato tão prazeroso e intimo com a natureza!!! Nós nos despedimos ao sair da praia e pela primeira vez desde que saímos da praia do Peba, colocamos as rodas no asfalto. De pronto, sente-se a diferença no volume de pessoas na praia cheia de barracas, carros com a mala aberta com o som nas alturas, as ruas sujas do carnaval da noite anterior, voltamos ao nosso cotidiano, um verdadeiro choque para quem há poucos instantes, estava em um paraíso. Mas, fazer o quê? Tínhamos que voltar a nossa realidade, mais nos resta a lembrança e o privilégio, de termos vivido em um mundo a parte e ainda preservados do nosso país!

Paramos em uma lanchonete, foi quando lembrei do horário de saída do único ônibus com destino a Penedo – AL, que era às 16h30min, e teria que pegar para retornar à praia do Peba e buscar o carro e retornar para Aracajú. Comuniquei ao grupo que teríamos que chegar a Aracajú até às 15h, para ter tempo de encontrar pousada e embarcar num táxi para a rodoviária. Hidratamos-nos e seguimos para a rodovia que depois de 35Km, nos levaria até Aracajú. Diferentemente do dia anterior, hoje o clima estava quente com sol forte, só amenizava um pouco com o vento. Depois de pedalar algum tempo no calor, paramos na primeira barraca de palha que encontramos na margem da rodovia, para descansar um pouco. Falcone, não parou seguiu em frente e parou pouco depois em uma barraca de frutas que nós não tínhamos visto a uns cem metros à frente. Seguimos para lá e as moças, começaram a comer frutas.

Durante toda a viagem, não houve nenhum estresse, apesar de todas as dificuldades que passamos. Bastou voltar ao mundo real e com horário para chegar, que eu comecei a ficar mais tenso, para não perder o único ônibus para Penedo. Nesse trecho da rodovia, havia um bom acostamento que facilitava a pedalada do grupo espalhado. A partir do local da última parada, a pista deixa de contar com acostamento asfaltado o que nos obrigava a pedalar pela faixa de deslocamento dos automóveis. Como alguns já estavam um pouco cansados, tive que diminuir a velocidade para que o grupo seguisse compacto, faltavam 16Km até a ponte que dá acesso a Aracajú, e de cinco em cinco quilômetros, parávamos para descansar. Na última parada em frente a um bar, na sombra de uma mangueira, uma senhora veio com cinco garrafinhas de água mineral e nos ofereceu, a maioria do grupo não quis, mais eu aceitei e logo depois os outros também. Quando íamos sair, perguntei ao dono do bar quanto era, ele me respondeu que não era nada. Agradecemos à gentileza e seguimos, em pouco tempo, estávamos subindo a ponte do acesso a Aracajú aos 50Km rodados até ali às 14h18min, finalmente chegávamos ao nosso destino.

No caminho até Atalaia, fomos recepcionados pelo rei Momo e da Rainha do carnaval de Aracajú, em um posto de gasolina que íamos passando, tiramos fotos e seguimos. Chegando em Atalaia onde ficava a pousada, completamos 65Km no total naquele dia, grupo alojado, fui buscar o carro. Retornei à Aracajú, por volta das 23h30min.

Depois de uma noite tranqüila, todos restaurados, fomos passear na cidade, dessa vez, em cima de quatro rodas, uma sensação diferente dos dias anteriores, e nessa hora, pense num grupo macho, apesar de a maioria ser mulher, tava todo mundo dizendo que deveríamos continuar de bike até Salvador, infelizmente, não dava, tínhamos que voltar para Recife. Fizemos um breve passeio pela cidade, conhecemos a igreja de Sto. Antonio, que fica num local que dá uma bela visão da cidade e da foz do rio Sergipe, e de lá seguimos para a passarela do caranguejo, onde encontramos o restaurante Cariri, muito agradável, perfeito para a nossa comemoração por tudo ter dado certo nessa maravilhosa aventura vivida por nós e também a nossa despedida de Aracajú. Comemos moqueca e peixe asado, e depois, caímos no forro! Havia uma banda muito boa tocando MPB, Frevo e Forro, numa afinação e animação que dava gosto! Observei que na banda, só havia um homem e quatro mulheres, uma formação, parecida com a do nosso grupo, que em sua maioria, com Mônica, Catarina e Geise, era de mulheres. Da mesma forma que a banda o grupo andou sempre afinado e muito animado, passávamos boa parte do tempo às gargalhadas nas conversas, brincadeiras e em situações que acontecia com qualquer um do grupo. A todos, os parabéns e obrigado pela paciência e compreensão, aos problemas e dificuldades ocorridas no início de nossa aventura. E especificamente às moças, pense numas mulé valente! Dificuldades foram muitas, andar seis quilômetros debaixo de sol forte na areia fofa da praia, passar duas horas esperando para conseguir um barco para cruzar um rio, almoçar pão, queijo e mortadela, ser quase devorado por muriçocas, cansaço, chuva de vento fria, vento forte e contra e mais… No entanto, nossas amigas, não reclamavam, não se deixavam vence e não desistiam, chegando ao ponto de quando chegamos a Aracajú, queriam continuar até a Bahia. Parabéns a todos nós por temos sido esse conjunto afinado e animado, disposto e corajoso a viver mais essa aventura!

De ruim, ficou só a saudade! Valeu pessoal e até a próxima!

Obs.: Em breve, divulgaremos os dados técnicos.

 

TODAS AS FOTOS DO PRIMEIRO DIA

Ciclo Expedição – Peba-AL / Aracajú-SE – 1º DIA

 

TODAS AS FOTOS DO SEGUNDO DIA

Ciclo Expedição – Peba-AL / Aracajú-SE – 2º DIA

 

TODAS AS FOTOS DO TERCEIRO DIA

Ciclo Expedição – Peba-AL / Aracajú-SE – 3º DIA

 








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